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Pirômetro: o que é, tipos e como escolher o modelo certo

Pirômetro é o instrumento que mede a temperatura de uma superfície sem tocar nela. A FLIR tem pirômetros de ponto e termômetros com imagem térmica, e a Alpes Automação ajuda a escolher o modelo pela sua aplicação.

Pirômetro é o instrumento que mede a temperatura de uma superfície sem encostar nela. Ele capta a radiação infravermelha que todo objeto emite e converte essa energia em graus na tela. Na indústria, o nome mais comum hoje é termômetro infravermelho. A FLIR tem duas famílias para isso: os pirômetros de ponto, como o TG54-2 e o TG56-2, e os termômetros com imagem térmica da série TG, como o TG165-X, o TG268 e o TG298. A Alpes Automação é distribuidora oficial FLIR em Curitiba e ajuda a escolher o modelo certo para cada aplicação.

O que é um pirômetro e como ele mede

Todo corpo acima do zero absoluto emite radiação infravermelha. Quanto mais quente, mais energia ele emite. O pirômetro tem uma óptica que concentra essa energia em um sensor. O circuito interno transforma o sinal em temperatura, levando em conta a emissividade configurada para o material.

A leitura sai em instantes e não exige contato. Por isso o pirômetro é útil em peças em movimento, componentes energizados, pontos altos ou de difícil acesso e materiais muito quentes, onde encostar um sensor seria perigoso ou impossível.

Um detalhe importante: o pirômetro mede a média de uma área circular, não um ponto exato. Essa área cresce com a distância, como mostra a relação distância-spot.

Tipos de pirômetro

Pirômetro infravermelho ou digital

É o tipo mais usado. Tem formato de pistola, laser de mira e leitura digital na tela. Quem procura pirômetro digital, pirômetro infravermelho ou termômetro infravermelho industrial quase sempre está falando dele. O FLIR TG54-2 mede de -30 °C a 850 °C, com relação distância-spot de 20:1, laser de pontaria Classe II e display colorido de 1,57″. O FLIR TG56-2 vai de -30 °C a 1.300 °C no infravermelho, com relação de 30:1.

Pirômetro óptico

O termo pirômetro óptico vem dos instrumentos clássicos de alta temperatura, em que o operador comparava a cor de um filamento aquecido com o brilho da peça incandescente. Hoje o nome aparece no dia a dia como sinônimo de pirômetro infravermelho, porque a medição continua sendo feita por uma óptica que capta radiação. Se o seu processo pede leitura de material quente à distância, como fornos, moldes e peças metálicas, o caminho atual é o infravermelho com faixa alta e boa relação distância-spot.

Pirômetro de contato

O pirômetro de contato mede encostando um sensor na superfície, normalmente um termopar. Ele funciona bem em líquidos, dentro de massas, em superfícies muito brilhantes, onde o infravermelho erra mais, e para conferir uma leitura feita sem contato. O FLIR TG56-2 junta os dois métodos: mede por infravermelho e vem com termopar tipo K para a medição de contato. O TG268 também traz termopar tipo K, além da imagem térmica.

Pirômetro industrial

Pirômetro industrial não é uma tecnologia à parte. É o instrumento escolhido para a rotina da fábrica: faixa de temperatura compatível com o processo, distância de trabalho segura e leitura confiável em painéis, motores, mancais, tubulações, fornos e moldes. Na escolha, pese três pontos: a temperatura máxima que você precisa medir, a distância de onde vai medir e o tamanho do alvo.

Relação distância-spot: o número que mais pesa

A relação distância-spot, ou D:S, diz qual é o diâmetro da área medida a cada distância. Em um pirômetro 20:1, a 20 cm do alvo, a área medida tem cerca de 1 cm de diâmetro. A 1 metro, tem cerca de 5 cm. Em um pirômetro 30:1, a mesma área de 1 cm aparece a 30 cm de distância.

Distância até o alvoÁrea medida com 20:1 (TG54-2)Área medida com 30:1 (TG56-2)
50 cmcerca de 2,5 cmcerca de 1,7 cm
1 mcerca de 5 cmcerca de 3,3 cm
2 mcerca de 10 cmcerca de 6,7 cm

A regra prática é simples: o alvo precisa ser maior que a área medida, de preferência com folga. Se a área pega o alvo e também o fundo, a leitura mistura as duas temperaturas e fica errada. Por isso:

  • para alvos pequenos, como bornes, fusíveis e terminais, chegue mais perto ou use um modelo com relação maior;
  • para medir de longe, como em fornos ou em pontos altos, prefira a relação de 30:1;
  • lembre que o laser marca o centro da medição, não o tamanho da área medida.

Emissividade: por que dois pirômetros podem discordar

Emissividade é a capacidade de uma superfície emitir radiação infravermelha, numa escala de 0 a 1. Superfícies foscas, pintadas, borracha, madeira e a maioria dos materiais não metálicos emitem bem. Metais polidos, alumínio brilhante e superfícies espelhadas emitem pouco e refletem muito do ambiente.

Na prática, o pirômetro erra em superfície brilhante quando a emissividade não está ajustada. A leitura costuma ficar abaixo da real ou mostra o reflexo de algo quente por perto. Para medir com segurança:

  • configure a emissividade do material quando o modelo permitir. O TG298, por exemplo, tem correção de emissividade;
  • em metal brilhante, meça sobre uma área pintada de preto fosco ou coberta com fita de emissividade conhecida;
  • na dúvida, confira com o termopar tipo K do TG56-2 ou do TG268.

Veja mais no guia sobre emissividade na termografia.

Quando trocar o pirômetro por um termômetro com imagem térmica

O pirômetro de ponto responde a uma pergunta: qual é a temperatura aqui? Ele não mostra onde está o ponto mais quente. Em um quadro com dezenas de conexões, você precisa medir uma por uma e pode passar direto pelo defeito.

A série TG da FLIR resolve isso com uma imagem térmica na tela. Você aponta para o painel, vê o ponto quente e mede exatamente ali.

  • TG165-X: resolução térmica de 80 × 60, faixa de -25 °C a 300 °C, campo de visão de 51° × 66°, memória interna de cerca de 4 GB, com espaço para até cerca de 50.000 imagens, e USB-C para transferir os arquivos.
  • TG268: 160 × 120 pixels, com Super Resolution até 320 × 240, faixa de -25 °C a 400 °C, campo de visão de 57° × 44°, laser bullseye e termopar tipo K.
  • TG298: 160 × 120 pixels, com Super Resolution até 320 × 240, faixa de -25 °C a 1.080 °C, campo de visão de 57° × 44°, laser bullseye e correção de emissividade. É a escolha para alta temperatura com imagem.
Técnico inspeciona fusíveis de um painel elétrico com termômetro de imagem térmica FLIR da série TG
Com imagem térmica, o ponto quente aparece na tela antes da medição.

Se a rotina pede relatório, acompanhamento de tendência e imagens com mais detalhe, o próximo degrau é uma câmera térmica FLIR. Para ver como isso funciona em quadros e painéis, leia o guia de termografia em painéis elétricos.

Como escolher o pirômetro FLIR certo

ModeloTipoFaixa de mediçãoDestaques
TG54-2Pirômetro infravermelho-30 °C a 850 °CD:S 20:1, laser Classe II, display colorido
TG56-2Infravermelho e contato-30 °C a 1.300 °C (infravermelho)D:S 30:1, termopar tipo K incluso
TG165-XTermômetro com imagem térmica-25 °C a 300 °C80 × 60, memória interna, USB-C
TG268Termômetro com imagem térmica-25 °C a 400 °C160 × 120, laser bullseye, termopar tipo K
TG298Termômetro com imagem térmica-25 °C a 1.080 °C160 × 120, correção de emissividade

Em resumo: para medições pontuais de manutenção, o TG54-2 atende bem. Para processos mais quentes ou medição de mais longe, o TG56-2. Para achar defeitos em painéis, motores e mancais, a série TG com imagem. Para alta temperatura com imagem, o TG298.

Onde o pirômetro é usado na indústria

  • conexões, fusíveis, disjuntores e barramentos em painéis elétricos;
  • motores, mancais, rolamentos e acoplamentos;
  • tubulações de vapor, purgadores e trocadores de calor;
  • fornos, moldes, extrusoras e peças em processo;
  • refrigeração, câmaras frias e ar-condicionado.

Peça seu orçamento de pirômetro FLIR

A Alpes Automação é distribuidora oficial FLIR, com sede na Cidade Industrial de Curitiba, e atende empresas do Paraná, de Santa Catarina e de todo o Brasil. Conte qual temperatura você precisa medir, de que distância e em qual material. A equipe indica o modelo e envia o orçamento pelo WhatsApp ou pelo formulário. Veja também a linha completa de termômetros infravermelhos FLIR ou agende uma sessão com termografista para avaliar a sua aplicação antes de comprar.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Pirômetro e termômetro infravermelho são a mesma coisa?

Na prática, sim. Os dois nomes descrevem o instrumento que mede a temperatura pela radiação infravermelha, sem contato. Na indústria, pirômetro é o nome mais antigo e ainda muito usado.

O que significa a relação distância-spot 20:1?

Significa que, a cada 20 cm de distância, a área medida tem cerca de 1 cm de diâmetro. A 1 metro, a área medida tem cerca de 5 cm. Quanto maior o primeiro número, menor a área a uma mesma distância.

Por que o pirômetro lê errado em metal brilhante?

Metal polido tem emissividade baixa e reflete o calor do ambiente. Ajuste a emissividade quando o modelo permitir, meça sobre uma área pintada de preto fosco ou confira com um termopar de contato.

Qual pirômetro FLIR mede a temperatura mais alta?

Entre os modelos desta página, o TG56-2 mede até 1.300 °C no infravermelho. Com imagem térmica, o TG298 vai até 1.080 °C.

Quando vale trocar o pirômetro por um modelo com imagem térmica?

Quando você precisa achar o ponto mais quente em vez de medir um ponto já conhecido, como em painéis elétricos, motores e mancais. A série TG mostra a imagem e mede no lugar certo.

Como peço orçamento de pirômetro na Alpes Automação?

Pelo WhatsApp ou pelo formulário desta página. Diga a temperatura máxima, a distância de medição e o material do alvo. A Alpes indica o modelo e envia o orçamento.

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